Cuidados Paliativos no DPOC

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Cuidados Paliativos na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

A frequência da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) está aumentando muito e está associada a uma alta taxa de mortalidade. Os últimos dados do Global Burden of Disease Study 2015, publicado em 16 de agosto no The Lancet Respiratory Medicine, uma das mais renomadas Revistas Científicas do Mundo, mostram que 3,2 milhões de pessoas morreram de DPOC em todo o mundo em 2015, um aumento de 11,6% comparado com 1990. De 1990 a 2015, a frequência de DPOC aumentou 44,2%, embora as taxas de mortalidade e prevalência padronizadas pela idade tenham caído em geral.

Para pacientes com diagnóstico de DPOC, a realidade de uma doença que limita a vida causando grande dificuldade de respiração é muitas vezes assustadora. Para os seus clínicos, a previsão do prognóstico é difícil. Os Cuidados Paliativos para pacientes com DPOC são discutidos em um artigo da série na edição de setembro do The Lancet e também fazem parte da agenda no dia 12 de setembro de 2017 no Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia em Milão. Pacientes com DPOC relatam em média de 11-14 sintomas, dos quais falta de ar, tosse, fadiga, ansiedade, depressão, insônia e dor são comuns. As abordagens não farmacológicas e farmacológicas para gerir sintomas podem melhorar a qualidade de vida. O medo de como será o fim da vida é freqüentemente presente, mas raramente discutido. A integração precoce dos cuidados paliativos com cuidados respiratórios, cuidados primários e serviços de reabilitação e encaminhamento com base na complexidade dos sintomas, em vez do prognóstico estimado, pode melhorar o restante das vidas daqueles com DPOC.

O reconhecimento dos limites do tratamento curativo e aceitação de Cuidados Paliativos é difícil para clínicos, pacientes e suas famílias, mas é uma parte importante e muitas vezes negligenciada da prática clínica, particularmente além da oncologia. Para pacientes com câncer em muitos países de alta renda, os Cuidados Paliativos são um componente de cuidados bem pesquisado e financiado, mas para aqueles que morrem de outras doenças, seu lugar é menos aceito. Para muitos nos países de renda média e baixa, simplesmente não há acesso a cuidados paliativos, o que é o foco de uma Comissão Lancet a ser publicada em 12 de outubro, antes do Dia Mundial de Hospices e Cuidados Paliativos em 14 de outubro. O local de Cuidados Paliativos e acesso a ele, exige mais atenção em todo o mundo.


 

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Ler 759 vezes Última modificação em Terça, 05 Setembro 2017 02:11
Publicado em GRID2
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