Termografia na Medicina do Esporte

Destaque

 

A doença representada pela cor

A pele humana, com uma emissividade (ou seja, a capacidade de um objeto de emitir radiação) de 0,98, é quase igual a um radiador de corpo preto (Steketee, 1973). A física da radiação de calor e a fisiologia da termorregulação no corpo humano tornam difícil a interpretação confiável e válida das imagens térmicas. A regulação da temperatura da pele é um sistema complexo que depende do sangue. Taxa de fluxo, estruturas locais dos tecidos subcutâneos e atividade do sistema nervoso simpático (Kellog & Pergola, 2000).


No entanto, há evidências de que o sistema nervoso simpático é o principal regulador da circulação sanguínea na pele e, portanto, é o principal regulador da emissão térmica (Charkoudian, 2003).

Vasoconstricção e vasodilatação dos vasos sanguíneos funcionam para regular o fluxo sanguíneo na pele. Os termorreceptores na pele, também conhecidos como corpúsculos de Ruffini, reconhecem a temperatura ambiente. Um aumento da temperatura resulta em vasodilatação, levando ao aumento do fluxo sanguíneo para a pele, enquanto que a vasoconstrição ocorre por uma diminuição da temperatura e resulta em fluxo sanguíneo reduzido para a pele (Wallin, 1990). Estes processos fisiológicos se combinam com transferência de calor e termorregulação na evaporação por convecção, condução, radiação e suor. A transferência de calor por radiação é de grande valor na medicina (Blatteis, 1998). Até esta data, o mecanismo de adaptação termorreguladora ao exercício é complexo e não é totalmente compreendido.

A Termografia Médica Computadorizada (TMC) é usada em uma variedade de aplicações médicas nos campos de neurologia, oncologia, ortopedia e dermatologia (Diakides & Bronzino, 2007). A técnica ganhou uso generalizado na pesquisa sobre câncer de mama (Arora et al., 2008; Ng, 2009; Kontos et al., 2011).

Os tumores são caracterizados por aumento da angiogênese e, portanto, aumento da atividade metabólica, levando a maiores gradientes de temperatura em relação ao tecido circundante. Além disso, a TMC é bem aceita na cirurgia. Na cirurgia de derivação aórtica-coronária, é possível monitorar o reinicio do fluxo sanguíneo através dos vasos sanguíneos coronários (Wild et al., 2003). Na cirurgia plástica, uma câmera infravermelha pode avaliar a reperfusão dos retalhos (de Weerd, 2006). Para todas as áreas médicas, deve notar-se que a TMC, como medida de resultado, fornece um mapa visual da distribuição da temperatura da pele, mas não pode quantificar os valores absolutos de temperatura. Além disso, a TMC sozinha não deve ser usado como ferramenta de diagnóstico; os exames clínicos devem ser incluídos para interpretação de termogramas.

Várias instituições médicas globais estão preocupadas com o trabalho científico e a aplicação prática da TMC em medicina levou a um aumento do número de publicações em revistas com revisão de pares.

 

BIBLIOGRAFIA TÉCNICA

Steketee, J. (1973). Spectral emissivity of skin and pericardium. Physics in Medicine and Biology. Vol. 18, No. 5, pp. 686-694, ISSN 0031-9155

Kellog D. L. & Pérgola P. (2000). Skin Response to exercise and training. In: Exercise and Sports Science, Garrett, W.E.; Kirkendall, D.T. published by Lippincott Williams&Wilkins, pp. 239-250, ISBN 0-683-03421-9, Philadelphia

Charkoudian, N. (2003). Skin blood flow in adult human thermoregulation: how it works, when it does not and why. Mayo Clinic Proceedings, Vol.78, No.5, pp. 603-612, ISSN 0025-6196

Wallin, B.G. (1990). Neural control of human skin blood flow. Journal of the autonomic nervous system, Vol. 30, No.S1, pp.185-190, ISSN 1529-8027

Blatteis, C.M. (1998). Physiology and pathophysiology of temperature regulation. First edition, World scientific printers, ISBN 981-02-3172-5, Singapore

Diakides, N.A. & Bronzino J.D. (2008). Medical Infrared Imaging, First Edition, CRC Press, ISBN 0849390272, Broken

Arora, N.; Martins, D.; Ruggerio, D.; Tousimis, E.; Swistel, A.J.; Osborne, M.P.& Simmons, R.M. (2008). Effectiveness of a noninvasive digital infrared thermal imaging system in the detection of breast cancer. The American Journal of Surgery, Vol.196, No.4, pp. 523-526, ISSN 0002- 9610

Ng, E.Y.K. (2009). A review of thermography as promising non-invasive detection modality for breast tumor. International Journal of Thermal Science, Vol.48, No.5, pp. 849-859, ISSN 1290-0729

Kontos, M.; Wilson, R. & Fentiman, I. (2011). Digital infrared thermal imaging (DITI) of breast lesions: sensitivity and specificity of detection of primary breast cancers. Clinical Radiology, Vol. 66, No.6, pp. 536-539, ISSN 0033-8419

Wild, W.; Schütte, S.R.; Pau, H.W.; Kramp, B. & Just, T. (2003). Infrared thermography as a non invasive application for medical diagnostic. Proceedings XVII IMEKO World Congress, June 22-27, 2003, ISBN 0-7803-8493-8, Dubrovnik Croatia

de Weerd, L.; Mercer J. & Setså, L. (2006). Intraoperative Dynamic Infrared Thermography and Free-Flap Surgery. Annals of Plastic Surgery, Vol.57, No.3, pp. 279-284, ISSN 01487043

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Ler 583 vezes Última modificação em Sexta, 18 Agosto 2017 03:43
Publicado em SEMDOR
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